Eu sempre quis passear com um queijo no bolso… Você não?
Pois bem, agora a Polenghi conseguiu me ajudar a realizar esse sonho com o Polenghinho Pocket.
Nesse incrível comercial, nós vemos um homem (aparentemente com suas faculdades mentais intactas) acordando, trabalhando, estudando, passeando e, acreditem, fazendo exercícios com um queijo no bolso. No fim, descobrimos que o homem que malha com queijo (desculpe se isso soa obceno) está num daqueles círculos de hamster e então ouvimos o brilhante slogan “Polenghinho Pocket, o Polenghinho que roda com você”
Eu não sei que raio de pesquisa tabajara foi feita que chegou à conclusão de que a população está carente de um Polenghinho portátil sabor suor ou coalho.
Tenho muito medo que isso abra um precedente e acabe trazendo pra nossas vidas couve-flor drops e requeijão em saquinho pra colocar no pão mofado de bolso.
Quem achou isso uma boa ideia? Uma ideia saborosa? Uma ideia de dar água na boca?
Ao assistir o *pseudo-meigo comercial de 100 anos da Tramontina, eu só pude chegar a uma única conclusão: Que PRE-GUI-ÇA que esse povo de criação teve!!!
Se você reparar bem, todas as cenas e todas as frases poderiam ser usadas para qualquer comercial de QUALQUER COISA!
Vejam só:
Noooossa, que coisa genérica chata: “Quando você nasceu, quando você fez um ano, quando você fez 2 anos, quando você fez 3 anos, quando você espirrou, quando você bateu o dedinho na quina da mesa, quando você soltou um pum no elevador…”
E no final você poderia dizer que são 100 anos de QUALQUER MARCA DE QUALQUER PRODUTO! Poderia ser um sapato, um vaso, um chocolate, um liquidificador, um celular, enfim… deu pra entender o espírito genérico da coisa.
*pseudo-meigo significa “Tentamos te emocionar mas não rolou”.
Todo dia eu assisto no mínimo um comercial de algum produto que promete eliminar 99,9% das bactérias. E toda vez eu me pergunto: “E o 0,01% que falta? Que raio de bactéria super poderosa é essa que nenhum produto do mundo consegue matar?”
A única conclusão que eu consigo chegar é que se alguém for contaminado por alguma bactéria usando algum desses produtos, vão falar que fazia parte desse 0,01% e que você é um azarado desgraçado.
Imagine que você está lançando no Brasil o PRIMEIRO carro elétrico e o primeiro carro popular japonês no país.
Vamos traduzir melhor: Nunca, em nenhuma estrada (esburacada) desse país passou um carro elétrico e VOCÊ está sendo a primeira empresa a conseguir esse feito. O mesmo vale pro carro popular japonês.
Mais uma vez caso você não esteja acompanhando: Não existe ninguém no mundo que tenha trazido um carro elétrico pra cá e VOCÊ está sendo o PRIMEIRO a fazer essa incrível revolução que deixa extasiado o mais chato dos ecochatos.
O mesmo acontece com o popular japonês.
O que você faz?
a) Prepara uma mega propaganda especial de 1 minuto mostrando o carro elétrico, suas incríveis vantagens e mostra o quanto que a empresa foi inovadora ao trazer essa evolução para o Brasil e depois faz o mesmo com o carro popular japonês em separado (tudo isso combinado com outras ações de marketing incluindo eventos e outros métodos de promoção)
b) Faz o que a Nissan fez:
Tipo a propanda é meio de um feirão e joga os 2 lançamentos no meio dando uns 3 segundos pra cada sem mostrar nem falar absolutamente NADA sobre os carros… Nem se você colocar o comercial no super slow você consegue ter uma ideia do que os carros oferecem… Tipo eles estão lá abandonados no meio de um amontoado de informações sem dizer nada…
Realmente foi o maior desperdício de lançamento que eu já vi… Normalmente a propaganda consegue dar importância pra uma coisa desimportante e eles conseguiram fazer uma propaganda desimportante sobre um produto importante!!! Tipo, o mais difícil!
Eu já disse em outro post aqui: eu gosto de ursos polares e não quero que eles morram, mas a ecochatisse está lentamente nos fazendo voltar a idade da pedra.
Eu sei que não tem muito a ver com o que posto aqui normalmente, mas estou muito indignada com a proibição de sacolinhas de plástico. Incentivar e bonificar pessoas que levam aquelas sacolas de tecido? OK. Oferecer e incentivar o uso de caixas de papelão pras compras? Ok. Incentivar e fazer programas de reciclagem? OK. Dar benefícios a empresas que reciclam e/ou fazem algo para o meio-ambiente? OK. PROIBIR o uso de sacolinhas que facilitam nosso dia a dia? ahn-ahn. É muito radical! Usamos essas sacolinhas como saco de lixo, pra tirar coco de cachorro da rua, pra levar roupa suja ou que seja só pra emoldurar e ficar olhando… Temos que ter o direito de ESCOLHER!!!
Também ouvi que vão voltar as fraldas de tecido pra desincentivar o uso de fraldas descartáveis! Estamos a um passo de voltar à torura de ficar lavando fralda a mão quando existe a tecnologia de algo pra nos facilitar a vida!!!
Acho que ao invés do governo se preocupar em listar proibições para nós consumidores mortais que querem um pouco mais de facilidade pro seu dia a dia que já é difícil, deveriam ser preocupar com saneamento básico, desmatamento e outros tantos problemas maiores que tem um impacto muito grande na natureza. Depois que venham nos encher o saco… saco de tecido, é claro…
Parece um comercial normal, com um texto muito bonito e profundo, certo?
Agora, leia direito tudo o que foi dito nesse comercial:
“Pra que reinventar a roda? Por que criar de novo a invenção mais perfeita
de todos os tempos? A gente não tem uma resposta pra isso, tem trabalho.
Trabalho que tem só um objetivo: desenvolver novas tecnologias pra
entregar sempre a melhor qualidade. Pra nós é um desafio, alguém falando
“Ei! Dá pra fazer melhor?” Dá, sempre dá. Basta ter foco e o nosso foco é fazer
de tudo para que você mantenha o seu na sua vida. Bridgestone, mantenha o
foco”
Eu conheço muito bem essa técnica utilizada nesse comercial. Trata-se de
uma técnica muito delicada que precisa de alguns anos de prática pra ser
aprimorada e que usei em diversos momentos críticos da vida, como
durante minhas provas de História e Geografia.
A técnica se chama Encheção de Linguiça.
Agora o golpe de mestre usado nessa propaganda é a ironia, pois o texto
mais enrolador da história fala sobre FOCO!!!
Se você discorda e ainda está emocionado com a voz suave do narrador
dizendo palavras bonitas, analise comigo o texto em partes…
“Pra que reinventar a roda? Por que criar de novo a invenção mais perfeita de todos os tempos?”
Esse é um bom começo. Estamos vendo que se trata de um comercial de pneus e é uma boa sacada falar em reiventar a roda.
“A gente não tem uma resposta pra isso”
Ok, isso é muito brochante. Tipo os caras não tema menor ideia porque estão reinventando a roda. Dá vontade de perguntar, então porque trabalhar com pneus se você não sabe porque está fazendo isso?
“…tem trabalho. Trabalho que tem só um objetivo: desenvolver novas tecnologias pra entregar sempre a melhor qualidade.”
Preste atenção que nesse momento é dito que eles tem apenas um objetivo: desenvolver novas tecnologias pra entregar sempre a melhor qualidade.
Repare como a técnica da Encheção de Linguiça foi utilizada aqui… Desenvolver novas tecnologias pra entregar sempre a melhor qualidade pode ser aplicada pra qualquer produto do universo!! Poderia ser um comercial de avião, de batedeira, de rádio, de Tv a cabo, de facas Ginso!
Pra nós é um desafio, alguém falando “Ei! Dá pra fazer melhor?” Dá, sempre dá”
Nesse pedaço, lembrei do Cleber Machado.
“Basta ter foco e o nosso foco é fazer de tudo para que você mantenha o seu na sua vida. Bridgestone, mantenha o foco”
Ok, mas o grande foco e objetivo de vocês não era desenvolver novas tecnologias pra entregar sempre a melhor qualidade? Bom, mudaram de ideia no decorrer da propaganda, tudo bem, mas agora o foco de vocês é para que eu tenha foco na minha vida… O que isso tem a ver com pneus? Tipo eu não posso ser uma pessoa desfocada e ter pneu Bridgestone? O que a Bridgestone está fazendo para que eu tenha mais foco na minha vida já que esse é o grande (e novo) objetivo deles? Passando um comercial confuso pra ver se eu estou prestando atenção?
Vou descrever o comercial da Oral-B acrescentando o que a pobre mulher deveria estar pensando em vermelho.
Tudo começa com uma moça escolhendo sua escova de dentes numa farmácia quando um dentista engravatado chega do nada e pergunta:
“Você ainda escolhe escova pela cor?”
“Sério que esse cara está falando comigo? Que metido! Não posso nem escolher minha escova em paz? Esse laranjinha tá tão bonito”
“Por que você não escolhe pelos benefícios?”
“Eu sabia que eu deveria ter ido na outra Drogasil”
Nesse momento ele pega uma escova da Oral-b, sorri e começa a falar sobre as cerdas criss-cross (seja lá o que for) e que tem 7 benefícios…
Um parênteses para os 7 benefícios…
Por que agora toda marca de pasta/escova de dente tem que enumerar seus benefícios? A Colgate já sabemos que é obcecada com 12, agora a Oral-B com 7… Se eu fosse a Sorriso eu falava que tinha 238 benefícios e pronto… resolvia o problema e acabava de uma vez com a concorrência…
Bom, voltando…
“Cuida das gengivas, elimina bactérias…”
“Será que tem vários dentistas dando sermão em farmácias agora? Por que comigo meu D´us? Por que?”
“Palavra de expert”
“Aff… que dentista nerd… Bom melhor comprar isso daí logo senão é capaz dele me bater com essa escova ou me perseguir pelas ruas da cidade com ela em punho.”
Da série “Redundância nunca é reduntante demais”, fiquei muito deprimida com o novo slogan do governo federal.
Deprimida porque o gênio que o criou deve estar curtindo umas férias no Bahamas comprando Armani, enquanto eu estou aqui postando esse blog pra umas 3 pessoas lerem.
Na época do Lula, o slogan era: “Brasil, um país de todos”. Simples, porém interessante já que foca na diversidade brasileira e mostra que as pessoas tem mais oportunidades, etc etc…
Porém, no início desse ano, resolveram mudar o slogan com a nova presidente (nem a pau vocês vão me ouvir ou ler escrevendo “presidenta”
por mais gramaticalmente correta essa palavra terrível possa ser).
A pérola criada foi:
…
Prepare seus neurônios…
…
“País rico é país sem pobreza”
…
(um tempo pro cérebro absorver)
…
UAU! Que sacada, hein?? Gênios! GÊNIOS!!! Devem também ter passado um tempão deliberando entre tantas outras opções como “Um país pobre é um país sem riqueza” ou ” Um país inteligente é um país sem burrice” ou ainda “Um país bonito é um país sem feiura”…
Eu já vi propaganda sem graça, sem sentido, sem bom gosto, mas sem ritmo essa é a primeira.
O cruel assassinato da música “Don´t worry be happy” aconteceu no novo comercial da Suzuki.
Será que eles acharam que ninguém ia perceber que as palavras happy e Suzuki não rimam, não combinam, não tem o mesmo número de síbalas e não podem ser substituídas uma pela outra?
Enfim, a consequencia é que cada vez que eu escuto o refrão dessa propaganda eu sinto cada facada que os deuses da música sofreram. É um arrepio do tipo “NÃO! Isto está errado!”
Lamento o sofrimento que estou prestes a inflingir a vocês.
O comercial da Cleo Pires pra Oi é, ironicamente, uma das coisas mais desconfortáveis que eu já vi.
Ela entra na loja (que por algum motivo parece um laboratorio da NASA com o estranho filtro verde que colocaram na filmagem) e diz que gostaria de fazer um plano.
A vendedora, que depois descobriremos que é uma tarada incoveniente, sugere o plano “Oi à vontade com internet”.
Cleo então hesita dizendo que não fica à vontade com um plano com internet… (tipo… Não fica à vontade com internet??? He-lloooo??? Século XXI!!! Não rolou o BUG do milênio! Como alguém pode não ficar à vontade com a internet???)
Enfim, a vendedora fala que navega à vontade, bla bla bla…
Só que Cleo tem uma outra grande preocupação: “Mas precisa de um smartphone?”
(Alguém precisava explicar pra Cleo que smartphone significa que o telefone já é inteligente e não que o usuário precisa ser pra usá-lo.)
Enfim, a vendedora explica que fazendo o plano ela ganha o aparelho e ainda junta pontos pra trocar por uma passagem aérea.
Como a tecnologia do avião é mais antiga, Cleo fica tranquila e fala que passagens aéreas deixam ela mais à vontade…
Esse é o momento em que a vendedora começa a mexer no próprio celular e vê fotos da Cleo Pires, sua cliente, pelada.
Além de ser estranho uma vendedora mexer no próprio celular enquanto está atendendo uma cliente, é pior ainda que ela esteja vendo fotos de mulheres peladas. Pior pior ainda é que a mulher pelada em questão seja sua própria cliente e pior pior pior ainda é ela comentar o fato com a mesma…
“Olha! Achei uma foto sua aqui! Bem à vontade, hein?”
Mas como o assunto não é tecnologia, e sim nudez, Cleo realmente fica à vontade e sorrindo pergunta: “Gostou?”
Esse é o momento em que um outro cara da loja (que eu honestamente espero que não seja o gerente) vai lá espiar e se mete: “OOOÔ!”
Bom, se você cruzar com a Cleo Pires na rua, pode falar sobre suas partes íntimas, mas não mencione websites ou blackberrys ou iphones.
Se você for em alguma loja da Oi, certifique-se antes de que não tem nenhuma foto comprometidora sua rondando pela internet pois os vendedores vão encontrá-las e emitir comentários.